No Palco Da Vida, O Amor Parece Distante.

O Amor Parece Distante No Mundo De Máscaras

A primeira experiência de dor da alma encarnada é a sensação de estar separado da Fonte. Essa sensação embora ilusória, cria um medo visceral de estar só, ser rejeitado ou abandonado.  

A sensação de que o mundo humano é um palco de dor e falsidade é algo que cedo ou tarde, quase todos percebem. Quando a infância termina, a inocência se rompe, e o que aparece é um teatro de mascaras de pessoas machucadas, tentando amar, mas confundindo amor com apego, posse, medo, necessidade de controle ou aprovação. 

Desse medo nasce o Ego, um mecanismo de autopreservação que constrói defesas, máscaras e desejos para tentar compensar a ausência da sensação de amor absoluto. O Ser humano passa a buscar amor fora, tentando possuir o que acha que perdeu dentro. O resultado é relacionamentos baseados em carência e medo, não em liberdade e presença, e o resultado se repete gerações após gerações.

Apesar de parecer distante, o amor real existe, e não nasce do inconsciente coletivo adormecido. O amor real começa quando um ser humano se torna consciente da própria dor e deixa de projetá-las nos outros. Nasce um tipo de lucidez que aceita o imperfeito, mas não o repete. Quando alguém ama  sem tentar moldar o outro para caber em seu vazio, e também não aceita menos do que a verdade. recusa o  que a maioria clama de amor, um vinculo emocional condicionado, onde ocorre trocas de carência e medo.

O amor real é  estado de Ser, e não um sentimento passageiro, mas uma frequência, e aparece quando o ego se aquieta o suficiente para que a alma veja o outro como extensão  da mesma centelha. 

A engrenagem do inconsciente coletivo se mantem identificado com as emoções, papeis e memórias. A pessoa não percebe que está dentro de um sonho coletivo, reage, repete, e se defende como se tudo fosse real e pessoal. O sistema social, religioso e econômico reforça isso, ensinando que amar é depender, ser bom, se anular,  e competir.

Tudo isso mantém a consciência girando no mesmo eixo: carência, culpa, desejo, medo. Essa engrenagem quebra quando uma massa crítica de pessoas para de reagir e começa a criar. Enquanto o coletivo vibra a velha história, aqueles que despertam vibram em criação e abre um campo mórfico. Esse campo começa a chamar outros para fora do sonho, e é assim que o novo mundo nasce, primeiro em poucos que amam com consciência, depois em muitos.  Sendo assim, almas despertas escolhem viver o amor em frequência mais elevada, mesmo que ainda o mundo não o reconheça. 

Luciana Ferreira. 

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